terça-feira, 29 de abril de 2008

É mentira!


Tudo para mim perde sentido…

Porquê o meu sonho e objectivo me trouxeram para esta dor? Se não tivesse feito nada, não era feliz por não ter tentado, mas era feliz sem saber por não ter quaisquer destes problemas que estou a ter…
Continuaria estagnada no meu conhecimento do mundo, mas quem não sabe, não sofre… Aprendi para sofrer… É isto que eu estou a fazer com o meu conhecimento? Estou a utilizá-lo para me fazer mal? Mas porque? Onde é que vou parar com pensamentos deste tipo? Sei que não são bons… mas porque é que não são bons? Porque tenho medo deles… não lhes quero dar força…

Enfim, pelo menos consigo comprovar que perante um estímulo causador de medo, se o enfrentarmos com alguma regularidade, o medo acaba por perder força… isso é libertador! Tenho vontade de espalhar a boa nova (lol) para todos os “fobicos” do mundo… mas compreendo perfeitamente que...

A sério, é tão mais confortável fugir, tão mais fácil e ao mesmo tempo tão mais doloroso interiormente! O pânico é terrível… nada de mais para quem não o sente, facilmente explicado como medo das normais reacções físicas, como excesso de controlo das emoções, mas horrível de se sentir! É uma mentira lançada a nós mesmos, que estupidamente acreditamos…

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Felicidade hoje?




O que sou não sei…

Sei que fui feliz… na altura não o sabia… mas agora, olhando para atrás… sim… fui muito, imensamente feliz…
Mas, se na altura não sabia, nessa altura não era feliz… sou-o agora olhando para esse passado que me faz sorrir e para onde gostaria de voltar… mas é um contra-senso… sou feliz pelo meu passado, mas nunca no presente… no presente sinto que falta sempre qualquer coisa para ser feliz…

Espero que o futuro me traga o que falta…

Mas só vejo que hoje, olhando para um passado onde não era feliz, fui muito feliz… Logo e por observação desta minha característica, hoje poderia estar feliz, uma vez que já sei que um dia no meu futuro, vou olhar para onde estou e verificar o quanto eu era feliz, AGORA!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

É possível ter paz?

"O acto mais nobre é reconhecer que a paz pode existir na nossa vida e descobrir que somos nós próprios a origem e o meio para a encontrar."
(Prem Rawat)


terça-feira, 8 de abril de 2008

Sorriso


O que uma bela música consegue fazer... :-)
O mundo desaba: o tempo para pensar, para SER deixa de existir... a tristeza invade com toda a força a alma que só quer ser grande para fazer, fazer, fazer...
Uma bela música toca... e consegue chamar um sorriso que meio tímido e quase sem força me faz vislumbrar a esperança de um amanhã melhor...
Como a vida é feia e ao mesmo tempo tão bela!? Tudo depende das "lentes" que nós utilizamos para olhá-la...
Quando estiveres triste, perdido/a... ouve uma boa música! :-)

domingo, 30 de março de 2008

O meu medo é preto...


"Ele provoca em seu ser uma tendência reacional que lhe faz nem querer ver o objeto, a causa ou o alvo desse medo. O medo preto, sem dúvida alguma, demonstra um processo que envolve um intenso e profundo sentimento, com um alto grau de sofrimento e pode estar sendo arrastado há bastante tempo em sua vida.

Muito interessante, é que esse não querer ver chega a ocasionar uma real possibilidade disso acontecer. Por vezes, a reação de defesa é tão intensa que a pessoa ou os aspectos envolvidos em todo o processo realmente "não são vistos". Ocorre o que é chamada supressão que é uma reação de defesa tão forte e profunda que ela nos faz nem perceber que aquilo ali está. Mas, o "re"contato com o objeto do medo acaba sendo inevitável em alguns momentos e, assim, cada vez que ele aflora parece ainda mais profundo e intenso. No medo preto, não são incomuns as sensações ruins permanecerem mesmo quando se procura livrar do processo com tratamentos, terapias, força de vontade ou por outra das diversas formas possíveis.

Os medos pretos, comumente indicam que quem os vivencia vem enfrentado estímulos que parecem conter aspectos de extremo poder. Como se o medo tivesse vida própria. É natural e inevitável a inferioridade ou o subjugo ao objeto do medo, já que ele parece tão poderoso ou, em muitas situações, tão sobrenatural ou sobre-humano, levando à fuga como maior tendência reacional. Mesmo os sentimentos de preocupação comuns a muitas pessoas, naquelas com tendência ao medo preto, se tornam difíceis, por vezes incontroláveis e de intensidade marcante. As sensações do medo preto, na maior parte das vezes, são as de que nem adianta querer controlar o processo, pois ele provoca a sensação de ser muito maior que as forças disponíveis em nós para mudar a situação e supera-la.

Enfim, se você é "portador" de um medo preto, uma das chances de vence-lo, reside no reconhecimento de quem você é, encontrar em si as capacidades, a confiança e a aceitação de certos aspectos da realidade que faz parte do mundo em que vivemos.

Quando passamos a compreender, pelo menos em parte esses aspectos, iniciamos uma transformação que ira criar uma realidade mais saudável para efetivarmos nossas vitórias."

sexta-feira, 28 de março de 2008

O poder do medo

O medo é poderoso… mas só o é porque eu o deixo ser… mas ele tem tanta força… muitas vezes sucumbo ao seu deleite de me aterrorizar… nesses momentos não quero mais viver… quero desistir de tudo, de todos e principalmente de mim. A vida torna-se demasiadamente dolorosa e tudo perde valor… mesmo quase nada importa… quase nada me consegue tirar deste sofrimento pesado e solitário… a não ser eu própria… e passo a depender somente de mim… talvez porque seja difícil pedir ajuda… mas mais difícil é saber que a quem eu peço ajuda nada me pode fazer e pouco me consegue compreender… são os meus pensamentos que estão doentes? Sou eu que os deixo dominar sabendo-os doentes?

quinta-feira, 27 de março de 2008

Medo... de quê?

Medo… de quê? De mim própria… dos meus pensamentos… deles serem mais fortes que eu… que eles me obriguem a fazer o que eu não quero… no fundo: medo de enlouquecer, de perder a consciência e de pôr termo à minha vida sem o sentir, sem o pensar e sem o querer… penso o que posso fazer para neutralizar estes pensamentos… e porquê os atraio?

Fui, outrora, alguém destemido… quis enfrentar a morte, a sorte… procurava terminar com a dor da vida… sorria perante o jogo de poder partir a qualquer momento… mas tudo com um sabor de loucura… tudo porque não sabia viver… tudo porque sentia-me insignificante neste mundo, alguém pequenino, invisível e sem valor… queria ser amada, acarinhada, exaltada… mas mesmo o sendo por várias pessoas, não o era por mim… não me permitia sentir o bom, porque esse bom não era interno… sinto o sentido da frase: “para amar o outro, tens que te amar a ti” ou “a felicidade vem de dentro”…

E agora, quero muito viver… mas tenho medo… medo de viver e medo de morrer… Não aguento mais o peso deste sentimento que me aprisiona e não me deixa ser eu... não me deixa pensar livremente porque até no meu pensamento eu me sinto enclausurada e controlada para não pensar nada de errado, nada que me possa levar ao ponto onde não quero chegar…