terça-feira, 27 de outubro de 2009

Yoga


E porque eu acho que devemos escrever sobre as experiências e os sentimentos quando eles ainda estão fresquinhos...

Hoje fui pela primeira vez a uma aula de Yoga...

Eu sempre quisera experimentar, - a minha querida psicóloga já me tinha receitado outrora esta modalidade  para aprender a respirar, relaxar e controlar melhor a minha ansiedade... - mas não sei porque... tinha um certo receio ou até um preconceito de que alguns lugares não eram aconselháveis... também não sei bem de onde vieram essas ideias, mas facto é que elas existiam e me afastavam do Yoga sempre que pensava nisso. Enfim...

Hoje, enchi-me de coragem, e lá fui eu, sem saber muito bem ao que ia... Levava sapatilhas (quando a pratica faz-se descalço/a ou de meias), levava o cabelo solto (e lá fiquei a saber que é bem melhor se ele estiver preso)... mas o mais caricato foi quando eu, toda nervosa, peguei nos meus comprimidos de S.O.S. para tomar... já estava a catastrofizar e a imaginar uma meditação daquelas que eu tenho medo, que não queria fechar os olhos... enfim... coisas mesmo de fóbicas... foi um número...he he...Não tomei... tentei ver no que dava...

A aula iniciou com a realização de posições corporais bem diferentes onde a flexibilidade, o equilíbrio e a concentração se unem para trabalharmos os músculos? Sim... pelo menos saí de lá toda dorida no sentido positivo da coisa...
Na continuação, veio o exercício que eu temia... viagens de relaxamento... Rghhh... Porque é que eu não posso curtir essas sensações e emoções como as outras pessoas??? Sniff... Ponto Positivo: lá consegui ir relaxando de vez em quando, deixando-me ir em algumas sensações, sem ficar ansiosa por estar naquela posição tempos sem fim e por não me poder mexer... Claro que não fechei os olhos... ;-)
Para terminar, mais um exercício de grande concentração e limpeza mental - a fixação de um ponto...

Gostei muito! Foi uma óptima experiência e também a superação de um receio sem fundamento.
Obrigada á professora C. pela sua doçura.
E um obrigada do fundo do coraçao ao F. e á sua X. por me permitirem esta vitória!
:-)

Dispensa comentários...


sábado, 24 de outubro de 2009

Nota de 500€



O meu menino costuma dizer que eu sou uma nota de 500€...
:-)
Ontem senti-me uma nota de 1000€ porque o meu ex-patrão (buzinado pela minha querida S.) pediu-me para ir dar uma ajuda à empresa neste mês de mais trabalho!

Fiquei super feliz por poder ser útil e por me sentir valorizada no trabalho que fiz.

Enquanto estou à espera que as burocracias do meu estágio se desenrolem, vai saber muito bem voltar a rever toda gente - de quem eu tenho imensas saudades - e como bónus, ainda ganhar um dinheirito extra que dá sempre imenso jeito!!

O que ninguém sabe, é que eu teria ido para lá ajudá-los até se me pagassem só as despesas inerentes a isso!

Schhh.... mas é segredo!
:-)

Mil Razões Cheio

Acabo de chegar do Mil Razões... 
Feliz por ter sido um sucesso em todos os sentidos: casa cheia de gente curiosa e interessada nestes temas de saúde mental, e oradores experientes com partilhas importantes e interessantes.


Obrigada ESCUTAR por permitir a exploração e divulgação destes temas!





Uma vida é um tesouro... se conseguirmos dar alento, apoio, compreensão a alguém, será uma grande vitória!
...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"Suicídio e Doença Psiquiátrica"



Deixei este tema para último, apesar de ser o terceiro...
Talvez porque me custe um pouco mais falar sobre ele...
Talvez porque seja um tema que me diga algo mais pessoal e com o qual me identifique...

Neste caso estaria a confessar e a afirmar que eu sou uma doente psiquiátrica...

Vamos ver a definição: "Psiquiatria é uma especialidade da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais em humanos, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, tais como depressão, doença bipolar, esquizofrenia e transtornos de ansiedade. A meta principal é o alívio do sofrimento psíquico e o bem-estar psíquico." (In http://pt.wikipedia.org/wiki/Psiquiatria)



Hum... se os transtornos de ansiedade estão incluídos, então sim... eu sou uma doente psiquiátrica... com muita pena minha como é óbvio...

E quanto à ideação suicida?... Fui pesquisar ao fundo do meu baú (ao meu primeiro post) e aqui tem a resposta:


"Medo… de quê? De mim própria… dos meus pensamentos… deles serem mais fortes que eu… que eles me obriguem a fazer o que eu não quero… no fundo: medo de enlouquecer, de perder a consciência e de pôr termo à minha vida sem o sentir, sem o pensar e sem o querer… penso o que posso fazer para neutralizar estes pensamentos… e porquê os atraio?"


Sim... infelizmente a morte é uma saída para o desespero, para conseguir parar com a invasão dos pensamento obsessivos e completamente irrealistas... É doloroso... muito...
Mas graças á Deus, á Vida e ao Amor, a morte NÃO É A ÚNICA SAÍDA!!! Existem outras...

Existem vias medicamentosas assim como o aconchego e a compreensão da família e amigos... A força e a esperança em nós... Existe a luta constante para que a coragem se sobreponha ao medo e nos deixe viver a vida com qualidade.

Este tema será abordado por: Dr. Bessa Peixoto - Director do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Sao Marcos

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"Suicídio no Idoso"


Sim, quando todos te viram as costas...
Quando as doenças e mazelas da idade não te deixam mais viver...
Quando a qualidade de vida não existe...
Quando respirar passa a ser um peso...
Quando as lembranças tornam-se imagens de uma pessoa que já não existe...
A morte é um alivio e uma doce saída...

Palestrante: Professor Doutor Carlos Poiares - Director da Fac. Psicologia da Univ. Lusófona de Humanidades e Tecnologias

" Os jovens andam aos grupos, os adultos aos pares, e os idosos simplesmente andam sozinhos" (autor desconhecido).
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" Suicidio, Homicidio, ou Acidente?"

"Designa-se como maneira da morte o modo ou a forma através da qual agiu o agente responsável pela causa da morte. A importância do seu estudo é indiscutível, justamente porquanto implica na diagnose jurídica da causa da morte.

Com efeito, distingue-se assim entre a morte natural, quando esta é determinada, e. g. por uma doença, e a morte violenta ou não natural, toda vez que a sua causa seja um traumatismo ou uma lesão, de origem homicida, suicida ou, mesmo, acidental. Pouco importa, no caso, que o decesso da pessoa tenha de dado imediatamente ou depois de ter transcorrido um certo tempo, por vezes até dias ou semanas, desde o início do processo que provocou o óbito.

Esta diferenciação é de extrema importância uma vez que se a morte for natural não haverá responsabilidades criminais ou civis a apurar.

Caso a morte for violenta, incluindo-se nesta rubrica até os óbitos decorrentes de eventos infortunísticos - acidentes do trabalho - resulta cediça a necessidade de esclarecer largamente as circunstâncias em que a mesma aconteceu, principalmente pelas implicações jurídicas, tanto no campo civil, quanto no âmbito da legislação acidentária própria.

Contudo, os casos que mais conclamam a atenção do médico legista são aqueles em que a morte pode ter sido ocasionada pela própria vítima - suicídio, suicídios a dois e homicídios-suicídios - ou aqueles outros em que a morte é o resultado da ação de uma outra pessoa sobre a vítima: homicídios, nas suas diversas modalidades.

Nestas situações, torna-se importante efetuar um preciso diagnóstico diferencial, de modo a estabelecer o verdadeiro nexo de causalidade entre as ações e os resultados. É, neste momento, que se interrelacionam e se entrelaçam as múltiplas informações que se colhem e os dados semiológicos que se apuram, quer no local, quer sobre a própria vítima.

Tudo é importante: os antecedentes, a investigação policial, o levantamento do local e do cadáver e o exame necroscópico. Mas, também, tudo deverá ser analisado em conjunto, de modo a avaliar a verossimilhança dos dados, a coerência dos resultados e a consistência das conclusões.

Nestas circunstâncias, torna-se necessário estabelecer algumas definições úteis; assim, entende-se por:

Homicídio - Morte de um indivíduo em mãos de outro, em forma dolosa, culposa ou preterintencional.

Suicídio - Morte de um indivíduo pelas lesões que se auto-inflige com o objetivo de pôr fim a sua vida.

Morte acidental - Diz-se da que sofre um indivíduo por causas fortuitas e não previsíveis, ou que, em sendo previsíveis, não o foram por ignorância, negligência ou imprudência, isto é, por culpa.

Durante as investigações, a existência de uma destas três modalidades de morte violenta deverá ser cuidadosamente pesquisada, sendo o raciocínio balizado por certos elementos que analisaremos a seguir.

O exame do local em que o cadáver de uma pessoa é encontrado constitui a pedra angular da investigação. Daí a importância que tem a preservação desse local, para não prejudicar as pesquisas."


In http://www.pericias-forenses.com.br/Suiacid.htm


Palestrante: Professor Doutor Duarte Nuno Vieira - Presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal

"O Suicidio na Cultura Islamica"


Bem, devido a raridade de informações sobre este assunto, o remédio é mesmo esperar por sábado para ouvir o que o palestrante tem a dizer sobre este assunto.

Dr. Abdool Vakil - Presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa

terça-feira, 20 de outubro de 2009

"Violencia Conjugal e Suicidio"


Este tema será abordado pela Dr. Joana Vidal Marques, Magistrada e Presidente da APAV

"A violência conjugal configura um ciclo de três fases: começa por um período de tensão (discussões), a que se segue o ataque violento (psicológico ou físico) e depois passa para a chamada "lua de mel", em que o agressor pede desculpa e promete nunca mais repetir os maus-tratos. Este ciclo tende a repetir-se, com a lua de mel a tornar-se cada vez curta e as agressões mais frequentes.

"A violência doméstica é um dos crimes que, no ano passado, registou uma subida mais significativa: 6%, de acordo com o relatório de segurança interna de 2007. No total, foram reportados à Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR) cerca de 22 mil ocorrências de violência doméstica.

As mulheres continuam a ser a esmagadora maioria das vítimas. Os homens representam cerca de 15% das pessoas maltratadas no seio familiar. Ou seja, este número inclui não apenas os que sofreram violência conjugal (perpetrada pela actual ou ex esposa, companheira ou namorada), mas todos aqueles que foram alvo de maus-tratos por familiares. Nesta categoria inclui-se um número crescente de idosos que denunciam situações de violência física e psicológica por parte dos cuidadores (filhos, netos ou outros parentes).

Estes dados correspondem à percentagem de casos denunciados à APAV: menos de 10% do total de vítimas de violência conjugal, de acordo com os dados dados de 2007. "


In http://fosselaumasereia.blogspot.com/2008/10/violencia-conjugal-em-cada-1o-casos-um.html