terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quando cai a noite na cidade...


Porque é que o cair da noite tráz-me mais medos?


Porque é que eu não consigo fazer o caminho de volta para casa sem sofrer, sem chorar, sem desejar desistir, sem pensar em mil e uma pessoas a quem poderia ligar mas não ligo... Porquê?...


A invasão do medo na minha alma insiste em atormentar-me dia após dia... principalmente quando estou sozinha... principalmente quando somos cobertos pelo manto da noite...


E eu que adorava viver à noite... adoro a Lua, adoro as estrelas... adoro o aconchego dos sons e cheiros nocturnos... ainda me consigo deslumbrar com esse carinho que me preenche mas ao mesmo tempo me assombra...


Sinto uma tristeza tão grande...


Cada vez mais deixo de ser eu... cada vez mais sinto que a minha vida não vale a pena... Porque é horrível viver atormentada, com o coração atado...

Porque é que eu me deixei ficar assim? Sinto-me fraca... sinto-me perdida... a minha vida mudou... a minha auto-imagem mudou...

Sei que tudo pode piorar, mas quero a minha vida e o meu ser de volta... Tenho tantas saudades de mim própria e da minha vida... :-(

8 comentários:

Sónia Pessoa disse...

Às vezes apetece-me bater-te!... vamos já marcar esse café... pode ser? beijinhos fortes... sem medos.
Sónia

Cruztáceo disse...

Xiis! e boas festas...

Ps: cheguei aqui pelo ticho

bono_poetry disse...

...o medo e uma das quatro maiores forcas...o medo e algo que construido por nos proprios tem uma intensidade bem maior quando dado por terceiros...e realmente muito duro ter que o enfrentar...eu sou amigo do medo...deixei simplesmente de o atacar...temos que o compreender e lava-lo com amor e paciencia...mas todos temos o medo instalado no nosso consciente ...esta tao vivo e alerto que nos faz andar ...correr...saltar...o medo e forte....deixa-o estar por perto e usa-o para tua defesa...

...desejo-te um feliz natal e carregado de amor e compreensao!!!

Sininho disse...

Hoje vais enfrentar o cair da noite...um feliz Natal..jinhos

Cris (Mahinder Kaur) disse...

Amiga,
Que este Natal, passado em família, com carinho e amor, te faça abafar esses medos! Gostava de lhes poder dizer 'vão embora' e desapareciam, mas podes contar com o meu ombro, o meu carinho e a minha amizade sempre!
Um xi bem bem apertadinho!

Sónia Pessoa disse...

Aparece no meu cantinho, tenho lá um mimo para ti...

Cruztáceo disse...

Pensa assim: A noite não passa das ruas caiadas de branco cobertas com um veu,das rosas com cor mas sem tom, da extensão da planicie alentejana pintalgada a cinza, do mar em tons de negro, do céu com um azul escuro e pintalgado de pontos multicolores, e se fechares os olhos e abrires a mente, todas as cores e formas que desejares estarão sempre contigo, porque as transportas contigo e és tu que as crias e imaginas. POis cada um vê o mundo da cor que quer, depende da côr das lentes que tem na mente...Além do mais, o preto é a ausência de cor, só espera ser preenchido e felizmente que há quem o pinte!

xis/jituz

Duarte disse...

Como alguém já escreveu antes, a escuridão é falta de luz. Não tem propriedades exclusivas em si mesma. É um exemplo da crença na escassez, da qual só o erro pode proceder. A verdade é sempre abundante. Ilumina tudo.
Todos os medos derivam da ilusão e da importância que concedes à dúvida. Sempre que é falso é escuro. O inverso responde intelectualmente há tua dúvida. Sempre que é escuro é falso.
Não há medicamentos que reponham a verdade em ti. Dói-me que hipoteques o esclarecimento que pode sarar tudo. Quando tomas um comprimido dás consistência ao que não existe. Aceitas as ilusões, adormecendo-as, para poder viver numa ilusão um pouco menos assustadora.
Eu acredito na luz. Apenas na luz. Se a escuridão pudesse ter força ela esconderia o sol, a alegria e riso. A escuridão é fraca, sub-reptícia, espera que tudo se apague, porque só aí pode governar. A tua dúvida é o seu alimento, a concretização da dúvida é a tua doença. Sempre que te entregas ao medo ela avança.
A tua cura é a luz. A luz que preenche tudo. Mesmo quando os olhos estão fechados, principalmente aí. Essa luz és tu. Não são os medicamentos. Não são as terapias que se apoiam no inexistente. Sempre que tens medo deixas de estar presente. Apenas isso. Por isso sentes que vais para longe. Tão longe que tens medo de esquecer o caminho de volta.
Acorda. Trabalha para isso. Aprende a estar presente. Eu sugeri um caminho, mas há muitos outros. O melhor de todos é o amor próprio, aquele que não depende dos outros. Só depende de ti. Não vem, nem nunca poderia vender-se em forma de pastilha. És tu..
Beijinho