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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Uma boa razão...


... para sermos todos os dias melhores pessoas...
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terça-feira, 12 de junho de 2012

Um dia inteiro em depressão e os sinais...


Pois foi... foi um dia inteirinho... completamente desperdiçado em lágrimas... em arrependimentos... em culpabilizações e em frustrações...
Tanto tempo (5 dias) a querer o desejado fim de semana (que são apenas 2 dias), para passar um desses dias na cama, entre lágrimas e maus pensamentos...
Haja paciência!...
E heis que, no fim do dia, a leitura dos "meus" blogs para me distrair me leva ao que eu tanto procuro (já publicado em Maio):

"A Arte e a Ciência para Educar Crianças Felizes".

É isto!

Porque para quem começa a considerar-se um caso perdido, afinal existem luzes... Sim, luzes no mundo que nos guiam para fora da escuridão...
E como eu gosto de sinais! E como eu gosto de estar atenta a eles!
E encontrei um curso que, apesar de já ter iniciado, eu gostaria muito de participar... e toca a movimentar nesse sentido...
E heis que o curso nem tinha começado na data prevista.
E heis que eu pude me inscrever mesmo a tempo de o apanhar todinho!
E tão feliz que eu fiquei!
E heis que isto é mesmo uma lufada de ar fresco na minha vida!

E foi!
Foi hoje e foi muito bom!
E eu tenho muito que aprender!
E mais importante ainda: eu quero muito aprender...
Serei capaz de fazer frente e/ou contrariar a minha genética?
Pelo menos vou tentar...

Obrigada Magda por seres uma luz!
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domingo, 11 de março de 2012

Compromisso? Aceito... mas, o que é isso?


Compromisso é a forma, pública ou não, de se vincular ou assumir uma obrigação com alguém, com algum objetivo. Há diversos tipos de compromissos, como por exemplo: compromisso religioso,compromisso amorosocompromisso de negócios.
Compromisso é, portanto, uma responsabilidade adquirida em virtude de uma afirmação verbal ou escrita, feita por nós mesmos.
A expressão "ter um compromisso" significa estar ocupado em uma data, ou ter um vínculo ou acordo com alguém.
A palavra deriva de "promessa", ou seja, "com promessa". Quer dizer que quando há um compromisso há uma promessa.
O ser humano é mutável...
E a vida está sempre, sempre a mudar...
É viável, hoje em dia, assumir-se compromissos que depois não se cumprem?
Acho que se assume demais, e levianamente porque, afinal amanhã é facil desfazer-se o que quer que seja...
Antigamente, cumpria-se a palavra dada. E essa tinha peso e importância.
Tudo era uma questão de honra.
Agora... onde é que isso andará?
Os tempos mudam... e a palavra já não vale nada...
Será que ainda vale a pena acreditar nos compromissos?
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quarta-feira, 7 de março de 2012

Dilema...


E quando vem aquele dilema do:

Família ou Trabalho?

Aproveitar para estar mais ausente enquanto os filhos são pequeninos e perder certos marcos do desenvolvimento
OU
perder algumas oportunidades de desenvolver mais trabalho para acompanhar mais?

Qual o verdadeiro peso que a nossa presença ou ausência tem no desenvolvimento global dos nossos filhos?

Sempre se ouviu dizer que é melhor qualidade que quantidade, é um facto...
Mas como dar qualidade quando o tempo passado junto é quase todo a suprir necessidades fisiológicas tais como dormir, comer, higiénicos...
E o tempo de ser exemplo?
E o tempo de sentar no chão a ler uma história ou montar um puzzle?
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Auxiliar Acção Educativa

E ainda não falei aqui do meu trabalho...

Se por vezes acho que estou a ser muito mal aproveitada, a maior parte do tempo agradeço à Deus e à Vida a oportunidade que me deu de estar a realizar uma função que estou a adorar e adoro: auxiliar da acção educativa.

Só o facto de estar novamente a lidar com crianças ajudando-as diariamente no que é preciso, nomeadamente a educá-las com regras mas também com carinho, é uma experiência que abraço com brilho nos olhos e calor no coração...

Por vezes desanimo, como todo o ser humano (acho eu), mas assim que chego e vejo aqueles olhinhos, sorrisos, mãos já no ar a quererem a minha atenção, esqueço tudo... e sou para elas... sou o que posso ser e o que me permitem...

Se podia ser muito mais e fazer muito mais, podia... mas sinceramente, aproveito cada oportunidade que a vida me oferece... e quem sabe ela não me reservará outras surpresas... e quem sabe se não é desta maneira e a estas crianças que eu posso fazer a diferença agora?
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pensando melhor...


... não estou assim tão: "nada a ver com a minha área"...
... uma vez que a psicologia serve exactamente para ensinar cada um a pensar saudavelmente por si próprio...
:-D
É um primeiro passo!
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Voltei, voltei...

Que saudades!
Aqui estou eu umas belas toneladas mais leve e com novidades para contar...
Semana passada enviei a minha tese - versão quase final - para correcção... Estou a aguardar feedback, mas até estou otimista... a minha obra estará quase a ponto de ser largada no mundo... e eu, com mais uma etapa da minha vida cumprida! Ainda nem acredito!...

E entretanto... já estou a trabalhar...
Caiu assim do céu... (inacreditável neste cenário de crise...) Nada a ver com a minha área mas tudo a ver com o publico alvo: estou auxiliar da acção educativa num ATL ou CATL (como agora chamam)... É um part-time, dentro do horário que eu não queria trabalhar - das 15h às 19h... Mas não há hipótese de se dizer não a uma oportunidade assim! 
E a verdade é que eu estou a gostar imenso! É com crianças do ensino básico, é para ajudar a fazer os trabalhos de casa e a estudar... E é gratificante poder estar a ensiná-los a pensar por eles... É gratificante marcar a diferença ao ensinar com carinho... Não é fácil... Mas é lindo quando conseguimos!

"Please keep fighting, together we can built something beautiful"...
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Organizar...

Sempre, sempre amanhã... nunca hoje... E o amanhã chega como hoje e o amanhã virá outra vez... e quando dou conta já passou tempo... tanto tempo que já nem me lembro de quando tudo começou...

Sim... esta é a palavra chave que todos os dias ronda a minha cabeça para que a minha vida fique mais fácil... ORGANIZAR...
Primeiro foi com a Marianne - o planeamento semanal de refeições, e agora através dela, a Rita.
Vi o blogue da Rita pela primeira vez hoje... e não consegui parar de ler... Tem dicas fantásticas para quem quer organizar... a vida, a semana, o mês, os espaços da casa, ou uma ida ao Ikea...


Gostei da ideia de ter uma agenda GTD (get things done)!
Teria que cumprir o que me proponho, claro!
Mas era uma boa forma de não passar dias e dias em branco...
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Meu Deus...


Ajuda-me a espalhar e a fazer compreender a todo o mundo a importância de uma infância saudável, com amor, com cuidados, com sensibilidade...
Os primeiros anos, os primeiros cuidados, as primeiras emoções... É inimaginável o valor da construção de uma base sólida para o desenvolvimento saudável de todos os seres humanos... É cruel a crença de que é saudável deixar um bebé chorar... É saudável deixar um adulto chorar? A melhor reacção é ignorar o sofrimento ou o chamado de atenção? Seja o que for... O ignorar nunca é, foi, será a melhor solução... Para o sofrimento... O ignorar é uma das melhores soluções para as birras, para os comportamentos que não queremos reforçar, pois claro... mas nunca para o sofrimento... Daí a sensibilidade dos pais de saberem distinguir bem as situações... É dificil... muito... Mas não impossivel...

Estudo e estudo as bases de problemas de comportamentos, problemas de baixa auto-estima... todos eles com uma grande raíz nos primeiros anos...
Mesmo eu revejo-me em descrições de comportamentos de vinculação evitante:
"O comportamento de vinculação evitante é caracterizado por interrupções inexplicáveis ou comportamentos incompletos, padrão de comportamentos contraditórios, ou sinais de desorganização e apreensão em relação aos seus cuidadores. Esses comportamentos indicam a falha em estratégias de coping em situações stressantes e uma quebra na regulação de estratégias coerentes da emoção."
Relações amor / ódio... Falta de confiança naqueles seres que deveriam ser o nosso porto seguro... Necessidade de um crescimento rápido e precoce... E uma infindável lista de problemas que daí podem advir...

Lamentavelmente eu fiquei com sequelas... Foi o que consegui fazer com o que me deram... Infelizmente não consegui ser suficientemente forte e inteligente para "fugir do mau"...
E o medo está a voltar... mas esse assunto ficará para outro dia... Evitamento... Sim, claro!
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Verdades... Realidades...

Porque hoje é sexta-feira, primeiro dia do mês, e o trabalho não me está a render mesmo nada...
E a escolha de não estar livre até me ver livre disto... prende-me e não me deixa voar em paz de espírito... Há aquele fio, que mesmo que minúsculo, me puxa à realidade do dever... Está quase... estará ainda mais quase daqui a algum tempo... Que este ponto final que eu quero que chegue e claro, nunca mais chega... mas que quando chegar... ufa... Chegou e passou e valeu! Valerá? Valerá... Vai valer... Nem que seja para poder dizer: concretizei... lutei e por muitas voltas travessas que tenha dado, cheguei! Quando chegar...
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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Dizer NÃO...

"Tem muitas culpas que eu posso jogar nos outros. Começo pelos meus pais e vai em um monte de gente. Mas nem com todas posso fazer isso. Fui eu que em muitos casos me compliquei a vida. Apenas tinha que cruzar uma linha e dizer -Não quero."

In http://sindromemm.blogspot.com/
A Iara consegue escrever coisas tão "minhas"... Tão "nossas"... Adoro...

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

"Não há fome que não traga fartura..."

Assim é e assim tem sido muitas e muitas vezes...
Ás vezes tenho o frigorífico tão fazio - ao mesmo tempo que a conta bancária - que até dá vontade de chorar... Outras vezes, pais, sogros, família, lembram-se de dar tudo e mais alguma coisa que fico com o frigorífico tão cheio que nem sei o que fazer... Enfim...

Agora é com a escola do meu pequenino... tanto medo que ele não entrasse em lugar algum, já entrou em duas escolinhas... e agora? A escolha? Seria tão mais fácil entrar só numa... assim não teria responsabilidade na escolha... Tendo eu que escolher vou ter sempre medo de não escolher o melhor para ele... Aiiiii!!!!
Qual a estrada? Qual o caminho?
Please! Uma luz aqui a iluminar-me na decisão! Please, please, please!
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Luto...


Luto contra a onda de acontecimentos que me faz equacionar largar tudo e partir...
Só quero fechar este episódio da minha vida... só este... por favor...
Embarquei na luta por este sonho que se está a tornar um pesadelo...
Deixar tudo para trás e render-me ao "não consigo" seria demasiado fácil...
Tenho que continuar... e um dia tenho que conseguir...
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

É de pequenino que se apre(e)nde o mundo...


"Os modelos internos dinâmicos a respeito da relação de vinculação formam-se, nomeadamente, a partir das experiências repetidas de cuidados prestados pela figura de vinculação à criança (Ainsworth et al., 1978; Weinfield et al., 1999). Inicialmente a criança desenvolve somente um conjunto de expectativas acerca dos comportamentos esperados da figura que lhe presta cuidados, mas à medida que as suas competências cognitivas evoluem, estas expectativas vão transformar-se em representação mais alargadas que comportam não só a acessibilidade do cuidador e responsividade deste, mas também, a imagem do self como merecendo ou não esses cuidados (Bowlby, 1969/1982). Um modelo que resulta de cuidados sensíveis e responsivos caracteriza-se por uma convicção em que se pode confiar no cuidador, pois este lhe vai responder e fornecer ajuda em momentos de necessidade e de que o self merece este tratamento positivo, resultando, portanto, numa visão pessoal valorizada. Pelo contrário, um que tenha origem em interacções com um cuidador insensível vai resultar num modelo de um cuidador não disponível, no qual não se pode confiar para obter ajuda e como consequência, uma visão negativa acerca do próprio self, de não merecedor de tratamento positivo (Bowlby, 1969/1982).

Estes modelos internos dinâmicos vão, por sua vez, ter um papel fundamental na compreensão do mundo pela criança, no planeamento da acção no contexto de relações com os outros e na auto-imagem (Thompson, 1999). De forma essencialmente inconsciente, vão ser filtros interpretativos através dos quais as relações, outras experiências sociais e autocompreensão vão ser interpretados e portanto, construídos. Ao mesmo tempo, vão também, orientar comportamentos que vão ajudar a confirmar e assim a perpetuar esses modelos da realidade. Vão condicionar a acção da pessoa no sentido de elicitar respostas complementares às do seu modelo interno e que vão ser consistentes com as suas expectativas, reforçando-as (Thompson, 1999).

Assim, um modelo interno dinâmico seguro é caracterizado por uma expectativa positiva em relação à competência pessoal em lidar com os problemas e desafios da vida (self seguro e autónomo) e a uma visão de mundo razoavelmente benigno. As pessoas detentoras deste modelo procuram relações nas quais esperam obter satisfação pessoal, têm tendência a pedir apoio de uma forma aberta e positiva em momentos nos quais não têm recursos para lhes fazer frente de forma autónoma e são capazes de retribuir esse apoio (Bretherton, 2005; Thompson, 1999).

As pessoas que desenvolveram um modelo interno dinâmico inseguro pensam o mundo como um lugar pouco previsível e confiável, no qual para se sobreviver ou se afastam das contrariedades ou lutam contra elas. Têm expectativas negativas relativamente às relações com outras pessoas, nomeadamente de desconfiança, incerteza e por vezes hostilidade, expectativas essas que os fazem antecipar fraca responsividade às suas necessidades, criando uma exigência desmesurada de resposta do outro ou, pelo contrário, rejeição do apoio que lhes é fornecido (Bretherton, 2005; Thompson, 1999)."

Retirado de Martins & Soares, 2006 (Tese de doutoramento da orientadora da minha tese de mestrado).
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quarta-feira, 30 de março de 2011

Estou a estudar...


"De uma forma global, Ainsworth et al. (1978) concluem que a característica materna que estava mais associada à segurança da vinculação (em contraposição com os dois tipos de insegurança – evitante e ambivalente) era a responsividade sensível aos sinais e comunicações da criança. Esta dimensão do funcionamento materno diz respeito à capacidade da mãe em guiar a sua interacção com o bebé de acordo com os sinais que este fornece acerca do seus estados internos, necessidades e, à medida que cresce, dos seus desejos e planos (Ainsworth et al., 1978). Traduz-se na capacidade de leitura adequada dos sinais da criança e de resposta pronta aos mesmos."
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quinta-feira, 24 de março de 2011

Bater não é Educar...

Os castigos corporais a crianças, mesmo os praticados no seio da família, são proibidos e punidos em Portugal desde 2007!
O artigo 152 do código penal português foi revisto em 2007 e estabelece que os castigos corporais, a privação da liberdade das crianças e as ofensas sexuais são punidos com penas de um a cinco anos de prisão, podendo as penas aumentar consoante a gravidade da ofensa.



‎"Uma história contada pela escritora Astrid Lindgren ilustra a irracionalidade do castigo físico e como ele é visto pelos olhos de uma criança. Uma senhora contou que quando era jovem não acreditava no castigo físico como uma forma adequada de educar uma criança, apesar do pensamento comum da época incentivar o uso de um fino galho de árvore para corrigir a criança. Um dia, o seu filho de 5 anos fez alguma coisa que ela considerou muito errada e, pela primeira vez, sentiu que deveria dar-lhe um castigo físico. Ela disse para que ele fosse até o quintal da sua casa e encontrasse um galho de árvore para que a mãe pudesse aplicar-lhe a punição. O menino ficou um longo tempo fora de casa e quando voltou estava a chorar e disse para a mãe: "Mãezinha, eu não consegui encontrar um galho, mas achei uma pedra com que odes bater-me". Imediatamente a mãe entendeu como a situação é sentida do ponto de vista de uma criança: se a minha mãe quer bater-me, não faz diferença como e com o quê; ela pode até fazê-lo com uma pedra. A mãe pegou no seu filho ao colo e ambos choraram abraçados. Ela colocou aquela pedra na sua cozinha para se lembrar: nunca use violência."

Existe uma confusão entre o efeito e o que se aprende de facto com as palmadas e outras agressões físicas. O sintoma que incomoda, a birra por exemplo, desaparece, a criança sente medo e pára, mas passa a ter novos sentimentos mais difíceis a enfrentar como a mágoa pela palmada, a frustração por não ser compreendido, o ressentimento por não ser ajudado pela pessoa amada, a impotência por ser mais fraco o medo de mais castigos, etc.

Que tal substituirmos a palmada pela escuta activa da criança? Encarar a raiva dos filhos de maneira construtiva ajuda-os a aceitar todas a partes de si mesmo sem julgamentos negativos, é a base da auto-estima.

Recomendo a leitura de "A auto-estima do seu filho" deDorothy Corkille Briggs e
"Inteligência emocional: e a arte de educar nossos filhos" de J.Gottman e J. DeClaire


PENSE 20 VEZES ANTES DE BATER

1. Bater em alguém mais fraco é em si um acto de covardia.

2. A palmada tende a ir perdendo seu efeito a longo prazo e a criança aos poucos teme menos a agressão física. A tendência dos pais é, então, bater mais e mais.

3. A palmada não resolve os conflitos comuns às relações pais e filhos: muitas das crianças que apanham, mesmo sentindo-se magoadas e amedrontadas, enfrentam os pais dizendo que a "palmada não doeu", e o que era apenas uma palmadinha no rabo, acaba numa agressão física violenta.

4. A palmada, aos poucos, pode afastar severamente pais e filhos, pois a agressão física, não faz a criança pensar no que fez, desperta-lhe raiva contra aquele que a agrediu.

5. Os danos emocionais impostos pela agressão física são geralmente mais duradouros e prejudiciais que a dor física.

6. Bater pode ser uma experiência traumática para a criança não apenas pela dor física, mas principalmente porque coloca em risco a credibilidade depositada por ela nos pais.

7. A criança não se sente segura se a sua segurança depende de uma pessoa que se descontrola e para com a qual tem ressentimentos.

8. A criança que apanha tende a ver-se como alguém que não tem valor.

9. Aos poucos a criança aprende a enganar e descobre várias maneiras de esconder as suas atitudes com medo da punição.

10. A criança pode aprender a mostrar remorso para diminuir a sua punição, sem no entanto senti-lo realmente.

11. Para a criança a palmada anula a sua conduta: é como se ela tivesse pago pelo seu erro, e por isso pensa que pode vir a cometê-lo de novo.

12. A palmada não ensina à criança o que ela pode fazer, mas apenas o que não pode fazer, sem que saiba ao menos o motivo. A criança só acredita ter agido realmente mal quando alguém lhe explica o porquê e quando percebe que sua atitude afecta o outro.

13. O medo da palmada pode impedir a criança de agir mal, mas não faz com que ela tenha vontade de agir certo

14. A palmada tem um carácter apenas punitivo, e não educativo; ela pode parecer o caminho mais fácil a ser seguido, porque aparentemente tem o efeito desejado pelos pais. É comum a criança inibir o comportamento indesejado por medo, e não pela convicção de que agiu de maneira inadequada.

15. Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir aquilo que querem através da agressão física e, não raras vezes, apresentam na escola condutas agressivas com os colegas.

16. Uma palmada, para um adulto, pode parecer inofensiva. Porém é importante saber que cada criança atribui um significado diferente ao facto de “levar umas palmadas”, podendo tornar-se uma experiência marcante em sua vida futura. Além disso, independente da intensidade do bater, o acto continua a se o mesmo: um acto de violência contra um ser desprotegido.

17. Bater é uma forma de perpetuação da “cultura da violência” tão presente nas relações entre as pessoas nos dias actuais, ensina às crianças que os conflitos resolvem-se por meio de agressão física.

18. Bater nos filhos muitas vezes acaba por gerar nos pais fortes sentimentos de culpa, o que os leva a procurar compensar sua atitude posteriormente “afrouxando” aquilo que procuravam corrigir.

19. Bater é um atestado de fracasso que os pais passam a si próprios (Zagury, 1985) porque demonstram para a criança que perderam o controle da situação.

20. O sentido da justiça está em fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.Quando nós adultos agimos de maneira inadequada, não esperamos punição.


Devemos ser o exemplo, sempre... uma criança agredida vai ser um futuro agressor...
Tento não gritar, não bater, pois acredito ser importante resolver os problemas pelo dialogo.


Ler sobre Attachment Parenting ajudou-me a estar mais ligada aos seus filhos e desenvolver a minha intuição, e ... a pedir ajuda quando estou cansada...

Outro livro que recomendo e o Bésame Mucho do Carlos Gonzalez


Sites onde procurei informação para escrever este post
http://www.leisecacontrapalmadas.com.br/
http://www.pediatriaradical.com.br/

Recomendo também os encontros de educação intuitiva http://apilisboa.blogspot.com/ onde podem contar com o apoio da Natália Moderadora do Attachment Parenting International (Educação Intuitiva)


E vocês já bateram nos vossos filhos? Como se sentiram? Como resolvem as birras?

Texto retirado na íntegra de: http://gravidasemforma.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Birras...

Quem sou eu para lidar bem com as birras do meu pequeno príncipe se ainda as utilizo como resposta a situações indesejadas/estímulos aversivos?

Foi com alguma surpresa que ouvi a minha psicóloga a dizer-me que o que eu estava a fazer era uma birra...
E é deveras engraçado porque, até ela me dizer isso, eu não conseguia vê-lo dessa forma...
E a birra não leva a lado nenhum...

Vamos lá aprender a reagir de forma adulta para, mais do que educar, saber e poder exemplificar!

Ser mãe é um papel novo, maravilhoso e tão especial para mim que, gostaria de poder fazê-lo a tempo inteiro...  (Quem diria...)
Sou apaixonada pelo meu bebé e adoro acompanhar todos os seus momentos e desenvolvimento.
Mas o tempo está a voar... e daqui a nada (menos de um mês) terei que o deixar na creche...
Ai como o meu coração vai ficar pequenino, pequenino, pequenino...